terça-feira, 11 de agosto de 2009

Frente de Ataque do FCPorto

Se alguma dúvida apareceu após a pré-epoca e após a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, essa dúvida está claramente ligada à frente de ataque. Jesualdo Ferreira olha para o seu plantel e vê 3 avançados de raíz (Falcao, Farías e Orlando Sá) e 4 extremos ("Cebola", Hulk, Mariano e Varela).
Parece-me que existiu alguma "falhas" na preparação da equipa.
Passo a explicar:
Considero Farías um dos avançados com mais produtividade no nosso país. Em 41 jogos oficias, tem 16 golos e 7 assistências (raramente foi titular). Falcao tem historial de golos e de qualidade mas, não nos podemos esquecer, que a adaptação é sempre complicada. O ponta-de-lança colombiano está perante uma nova realidade futebolística e, principalmente táctica (questão do 4x3x3 falada no post anterior). Orlando Sá pode ser o futuro avançado da selecção nacional mas, apesar de estar lesionado, ainda só o vi fazer um grande jogo pela selecção Sub-21 frente à Espanha. De resto, ainda não mostrou nada.



Reside aqui um problema importante em termos estruturais dos azuis e brancos. Depois da perda de Lisandro, nenhum dos jogadores acima referidos se aproxima sequer do argentino, agora no Lyon. Não é por acaso que Hulk tem sido mais utilizado como Nº9 do que como extremo , que é a sua posição de raíz. É dos jogadores com mais margem de progressão em toda a Europa mas, é visível, que Hulk não é jogador de área. Entre os centrais, perde as suas melhores qualidades: rapidez, remate forte de longe e drible rápido em velocidade. Jesualdo perde o extremo mais explosivo como perde também uma presença "consistente" na área. É necessário encontrar soluções e, na minha óptica, penso que a opção Ernesto Farías seria a mais acertada. O FCPorto ganhava um goleador nato na frente de ataque e ficava com forte presença nas alas, com Hulk a assumir grande importância.

A outra dúvida no ataque prende-se com o outro extremo. Varela fez uma pré-época de grande qualidade e promete complicar a vida ao sul-americanos, C.Rodríguez e Mariano González. O argentino, que já representou o Inter de Milão, não é bem-amado nas hostes portistas, mas é um jogador de extrema utilidade tanto nas alas, como no meio-campo, onde também pode ser utilizado. Quanto ao uruguaio "Cebola" parte com alguma desvantagem, pois contraiu uma lesão na fase inicial da época. Mas após a recuperação, deve pegar de estaca no onze portista.
Próximos desenvolvimentos? Perguntem a Jesualdo....


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